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SUMMARY:DEFESA DOUTORADO - Sheila Praxedes Pereira Campos
DESCRIPTION:TÍTULO DO TRABALHO:   Das margens ao centro: notas e atualizações de um projeto para o Brasil de Macunaíma \n  \nRESUMO EM PORTUGUÊS: O aproveitamento do extenso material coletado por Mário de Andrade culminou em um projeto do qual Macunaíma é um dos resultados. Neste projeto\, o que Mário faz é ir além do projeto indigenista e de uma língua brasileira proposta por José de Alencar e outros: ele capta o que seria considerado a “indigência” da narrativa indígena (haja vista sua estrutura ou modo de narrar)\, ironiza propositadamente o português castiço na Carta pras Icamiabas (apesar da rejeição de Manuel Bandeira)\, traz intelectuais como Rui Barbosa\, Raimundo de Moraes e outros e satiriza o português falado no Brasil (aquele empolado do pretenso intelectual) já com vistas em um projeto que busca construir uma gramática (ou gramatiquinha) da língua brasileira. Tal e qual Alencar\, Mário anuncia o projeto de uma gramática da “língua brasileira” literária\, com o propósito de “consolidar a integração cultural de um Brasil monstruoso\, tão esfacelado\, tão diferente\, sem nada nem siquer uma língua que ligue tudo” (como escreveu em carta a Cascudo datada de 26 de junho de 1925). Do interesse pelo folclore e pela língua como elementos capazes de unir um país tão disperso geograficamente\, Mário publica\, em 1928\, Macunaíma\, incitado pela leitura de Vom Roroima zum Orinoco\, do etnógrafo alemão Theodor Koch-Grünberg. Tomando como base o estudo de sua correspondência como laboratório de criação e das notas marginais feitas no texto em alemão de Koch-Grünberg\, este texto reflete como o interesse de Mário pela sua terra (conforme sua correspondência demonstra) desemboca na pluralidade linguística que Macunaíma representa (a “Carta para as Icamiabas” é um exemplo disso)\, cuja língua/linguagem revela os inúmeros Brasis que vão do “fundo do mato virgem” a São Paulo e vice-versa\, (re)atualizando Mário e seu Macunaíma ainda e sempre. \nPALAVRAS-CHAVE: Mário de Andrade. Macunaíma. Correspondências. Notas Marginais. Narrativa Indígena. Língua Brasileira. \n  \nABSTRACT: O aproveitamento do extenso material coletado por Mário de Andrade culminou em um projeto do qual Macunaíma é um dos resultados. Neste projeto\, o que Mário faz é ir além do projeto indigenista e de uma língua brasileira proposta por José de Alencar e outros: ele capta o que seria considerado a “indigência” da narrativa indígena (haja vista sua estrutura ou modo de narrar)\, ironiza propositadamente o português castiço na Carta pras Icamiabas (apesar da rejeição de Manuel Bandeira)\, traz intelectuais como Rui Barbosa\, Raimundo de Moraes e outros e satiriza o português falado no Brasil (aquele empolado do pretenso intelectual) já com vistas em um projeto que busca construir uma gramática (ou gramatiquinha) da língua brasileira. Tal e qual Alencar\, Mário anuncia o projeto de uma gramática da “língua brasileira” literária\, com o propósito de “consolidar a integração cultural de um Brasil monstruoso\, tão esfacelado\, tão diferente\, sem nada nem siquer uma língua que ligue tudo” (como escreveu em carta a Cascudo datada de 26 de junho de 1925). Do interesse pelo folclore e pela língua como elementos capazes de unir um país tão disperso geograficamente\, Mário publica\, em 1928\, Macunaíma\, incitado pela leitura de Vom Roroima zum Orinoco\, do etnógrafo alemão Theodor Koch-Grünberg. Tomando como base o estudo de sua correspondência como laboratório de criação e das notas marginais feitas no texto em alemão de Koch-Grünberg\, este texto reflete como o interesse de Mário pela sua terra (conforme sua correspondência demonstra) desemboca na pluralidade linguística que Macunaíma representa (a “Carta para as Icamiabas” é um exemplo disso)\, cuja língua/linguagem revela os inúmeros Brasis que vão do “fundo do mato virgem” a São Paulo e vice-versa\, (re)atualizando Mário e seu Macunaíma ainda e sempre. \n KEYWORDS: Mário de Andrade. Macunaíma. Correspondence. Marginal notes. Indigenous Narrative. Brazilian language. \n
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